domingo, 5 de fevereiro de 2012

O cinema em Colina

Em 1910, foi inaugurado em Colina o
Cine Bijou Colinense, por Bernardino Lopes, na esquina da Rua 7 de setembro com a atual Av. Manoel Palomino Fernandes, onde o prédio ainda existe. O cinema era mudo e, para a tela funcionar, era necessário molhá-la para a projeção do filme.

Mais tarde, foi construído o Cine Theatro Santa Helena

Carnaval 1936 - no Cine Theatro Santa Helena. No Museu Municipal de Colina há poltronas que eram do cinema, a catraca, um rolo de filme antigo e refletores que foram doados ao museu quando foram leiloados. O que restou do maquinário de projeção, muito grande e pesado está no Barracão da Prefeitura.No Museu você tambem encontra cartazes antigos do cinema, além de um pequeno projetor e alguns filmes em Super 8.


as festas carnavalescas eram no Cine Theatro Santa Helena. Notem os camarotes nas laterais do salão e o piso que não era inclinado



Desenho emoldurado na parede do Museu mostra como era o Cine Teatro Santa Helena



Foto tirada de um dos exemplares antigos do jornal "O Colinense". NO Colinense, atualmente digitalizado, é possivel encontrar a programação com cartazes dos filmes que passaram no Cinema e várias fotos interessantes. "O Colinense" digitalizado está em http://www.colina.sp.gov.br, Secretaria de Educação e Cultura, no link cultura.


durante a construção

Cine Theatro Santa Helena, depois Cine Colina

Avenida Rui Barbosa - 1930 - podemos ver o Cine Theatro Santa Helena, depois Cine Colina, a Casa São Domingos, (atual Tome Leve). Ao fundo o prédio da Estação Ferroviária.

foto extraída do filme Colina 1956 por José Mario Tonus

foto de Renato Cândido Martins, publicada no livro Crônicas da Cidade de Colina, de Nicola Gonçalves



No Museu Municipal de Colina,
há equipamentos do antigo Cinema
 abaixo do quadro do Cine Santa Helena
catraca e rolos de projeção do cinema
em cima do armário tem um projetor Super 8
detalhe - ele funciona perfeitamente
Há alguns filmes Super 8 no museu tambem

Esta postagem conta com a parceria do blog Colina Cidade Carinho, de Vagner Meira Cotrim: http://colinasp.blogspot.com/
Com fotos de José Mario Tonus e de Renato Cândido Martins (publicada no livro Crônicas da Cidade de Colina, de Nicola Gonçalves)



em 23/04/2012 foi publicada a seguinte entrevista no Facebook por

Operador cinematográfico e suas histórias no Cine Colina 


A tecnologia avança a passos largos e a cada dia surgem novos softwares, que estremecem o mundo da tecnologia e todo mundo quer ter em casa a ““novidade” do momento.
Da chegada do homem na lua até hoje a humanidade evoluiu de uma forma estrondosa. Ninguém imaginaria, há alguns anos, que a internet revolucionaria o mundo e que com um simples toque de dedos, na tela do computador, teríamos acesso a uma fonte inesgotável de informação, vinda de qualquer parte do globo terrestre.
A evolução tecnológica é muito boa, mas existe o outro lado da moeda que deve ser colocado em questão. Muitas profissões estão desaparecendo porque a mão-de-obra está sendo substituída pela tecnologia digital.
Essa a história de Gildazio Leal “Baiano”, de 67 anos, que viu sua profissão acabar com a chegada da televisão. Por mais de 20 anos foi operador cinematográfico do “Cine Colina”, que era o auge do entretenimento da cidade nas décadas de 60 e 70.
Gildazio, hoje aposentado, começou a trabalhar no cinema em meados de 1960, com 14 anos. Passou pelo serviço de limpeza, foi lanterninha até chegar a operar o equipamento que projetava as imagens na grande tela.
Empolgado pelo antigo ofício, com o qual tem sonhos até hoje, ele conta que os rolos eram alugados e vinham de trem de São Paulo ou Ribeirão. “Os rolos, com duração de cerca de 20 minutos, tinham que ser trocados várias vezes durante a seção. O filme com maior duração e também com o maior número de rolos, 11 no total, foi ‘Os 10 Mandamentos”, recorda “Baiano, que completou: “todo dia chegava filme novo na estação e ia buscá-los de carriola. No caminho todo mundo perguntava qual filme tinha chegado”.
O maior número de seções acontecia aos domingos, iniciando com as famosas matinês. “Naquela época a queda de energia era frequente.
Quantas vezes a projeção foi interrompida por causa disso e quantas outras escutei os espectadores reclamarem”.
Ele recorda o nome de filmes memoráveis, que ficaram guardados na memória, como “Ben Hur”, “Sete Homens e Um Destino”, “Guerra e Paz”, “Imitação da Vida”, “Spartacus”, entre vários outros. “Uma cena que nunca esqueci aconteceu na exibição de ‘O Seminarista’, quando acendi as luzes todo mundo estava chorando, inclusive eu”.
Nos anos 60 as seções eram sempre lotadas, mas com o passar dos anos o público foi diminuindo até acabar. “O cinema se tornou um negócio inviável, que pouco a pouco foi sendo substituído pela televisão. O público foi caindo até o cinema falir em 1989”.
O aposentado disse não ter saudades desse tempo porque não tinha ninguém para substitui-lo. “Era um ofício que me deixava muito preso, não tinha final de semana e nem feriado. Perdi a conta de quantos natais passei no cinema, exibindo filme para quem ia se divertir”. Mas o cinema também traz boas recordações, foi em uma das sessões, em 1968, que ele conheceu a esposa Zulmerinda, com quem tem 4 filhos e está casado há 43 anos.
O cinema teve vários donos, Benedito Moraes, Lupercio Nogueira e Yassin El Droubi foram um dos citados por Gildazio durante a entrevista que aconteceu em sua casa na Av. Moacyr Vizzoto.
Hoje os equipamentos de projeção modernos não precisam de operador. O equipamento é programado e a exibição é feita automaticamente. A pirataria, que injeta no mercado produtos com preços populares, bem abaixo do original, também contribuiu para o fechamento de muitas salas em todo o país, principalmente de cidades pequenas que não aguentaram a desleal concorrência e fecharam as portas, como Colina. O projetor é uma relíquia que está em uma das salas do antigo prédio da estação ferroviária.


Pra quem não conheceu esse casal. Auto Pereira Lima(João Lima) e Mariana De Carvalho Lima.saudades (foto de Mauricio Marcondes)

Quem se lembra do Sr. JOÃO LIMA ? Com seu carrinho em frente ao cinema vendia amendoins ,paçoquinhas e deliciosos pés de moleque, que saudades dele e de suas guloseimas.
Foto enviada pela neta dele Rosangela Lima via Renata Paro


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