domingo, 5 de fevereiro de 2012

José Mario Tonus, compilador, "video clip maker" e orquidófilo




José Mario Tonus

As fotos da vida e da história do José Mario Tonus apresentadas através de slides. José Mario é colaborador e incentivador deste blog.

José Mario Tonus por ele mesmo: pai de três filhos maravilhosos: dois homens e uma mulher. Avô de nove netos muito lindos e de um valor sentimental muito grande...  Que fique registrado algo de interessante na minha vida, quero ser lembrado por algo de bom que eu fiz...
José Mario é autor do livro sobre a genealogia de sua família:

http://www.myheritage.com.br/site-36029002/tonus

Sobre este trabalho, José Mario diz:
"Hoje eu posso dizer que sou muito feliz, pois estou conseguindo, juntamente com outros membros da família Tonus, compilar nossa história, publicando-a no Tonus Web Site: nossa árvore genealógica e nossa história, ilustrada com fotos. Agradeço a Deus por estarmos conseguindo mais esse feito, tão importante para toda a nossa família e nossos descendentes..."
e escreveu esta nota sobre a Igreja de N. S. Aparecida,
do Monte Belo:
clique sobre a imagem para aumentar

Suas recordações de Colina:

Meus 8 irmãos e eu somos nascidos no bairro Monte Belo. Sou neto de Antonio Benedito Paro, da Fazenda Monte Belo onde está situada a Igreja de Nossa Senhora Aparecida... O que tenho como recordação especial de Colina é a Matriz São José, onde nossa família sempre ia à missa quando não havia missa no Monte Bello, no primeiro domingo do mês... Outro ponto marcante de Colina é a Estação da Estrada de Ferro Paulista, onde hoje está o museu. Cheguei a prestar concurso para trabalhar no telégrafo da estação e, por isto, marcou muito na minha vida... Hoje, 21 de abril, aniversário de Colina, coincide com a data em que saímos de Colina, onde moramos por um ano, em 1965, para virmos morar em Americana. Ficaram na região de Colina, várias pessoas pertencentes à nossa família, Paro e Tonus... Tenho muitas lembranças boas de Colina e também muitas saudades... José Mario Tonus, de Americana (SP).


Do sítio onde moravamos no Monte Belo, ouvíamos quando o trem chegava à estação de Palmar pelo seu apito......Tinha um que passava as 10:30hs e a gente sabia que estava perto da hora do almoço, às 11:00hs

  


José Mario Tonus é um "video clip maker", que ele considera como um de seus "hobbies" e um compilador, reúne documentos, fotos de várias fontes e compõe uma obra com esse material.
Sobre sua família e Colina já fez vários clips e nos enviou:

clip Família Tonus

clip famílias colinenses

clip Colina

clip Parque Débora Paro

clip Turismo Rural Virtual em Colina

e passou de vídeo para DVD este filme histórico:
Colina 1956, bem como extraiu do filme as fotos,
quadro a quadro, que postamos aqui no blog

José Mario é autor do blog: http://blogdomariotonus.blogspot.com/
e mantém um canal no Youtube com seus vídeos: http://www.youtube.com/user/610mario

Como orquidófilo, não podia faltar um clip de suas queridas orquídeas:


José Mario assim resume sua história de vida:

José Mario Tonus, o quinto filho do casal Guerino Tonus e Aurélia Paro Tonus. Nascido em Colina, Bairro Monte Belo, no sítio de Carlos Paro, às 16:30 h do dia 16/05/1947, no mesmo horário de um eclipse solar, que escureceu por completo a tarde por algumas horas. Meu pai sempre dizia que, ao buscar a parteira, notou que as galinhas procuravam seus puleiros para dormirem, achando que já era noite e isto foi um fato marcante na época e marcou o meu nascimento.
Quando eu tinha 2 anos, meus pais foram morar no sítio de Antonio Vichine e minha mãe contava que, quando estava trabalhando na roça, ajudando nosso pai a capinar o cafezal, me deixava sob um pé de café, à beira do carreador. Segundo minha mãe, muitas vezes eu ficava o dia todo naquele lugar, até findar o seu dia de trabalho, lá pelas 4 horas, quando ia para casa, cuidar dos afazeres domésticos e dos outros irmãos que, muitas vezes, haviam ficado na casa do vizinho.
Quando já estava com três anos, meu irmão José Antonio e eu brincávamos com carrinhos de carretel de linha de costurar, que o Oliveiro, filho do Luiz e Pierina Piai (meus padrinhos) fazia para nós.
Aos quatro anos, morando já na fazenda Monte Bello, do nosso avô Antonio Benedito Paro, eu gostava muito de brincar no quintal da casa dele, onde tinha muitas frutas e no campo de futebol. Gostava de ir com meu pai nas fazendas, para comprar ovos e limão galego. Nesta época, a gente ia nadar e pescar num riacho, que passava no fundo da fazenda, bem perto de onde morávamos.
Depois, fomos morar no sítio do João Galdino, onde antes moravam nosso tio Luiz Antonio Paro e sua família. Meus irmãos e eu íamos com nossos pais às missas nos domingos, algumas vezes em Monte Bello e, outras vezes, em Colina, usando nosso meio de transporte, a charrete com o cavalo, que compramos do tio Vergínio Tonus (Gino).
Moramos neste sítio até 1965, quando completei dezoito anos e fomos morar em Colina. Durante o tempo que moramos no Monte Belo, frequentei o Grupo Escolar Professor Adão Corrêa Mellges, situado na fazenda Monte Bello, do meu avô Antonio Benedito Paro: cursei do primeiro ao quarto ano primário e, na formatura, tivemos como paraninfo João Henrique Paro, que nos presenteou com uma caneta preta Johan Fabri. Foi um dia inesquecível, pois usamos calça comprida azul e camisa branca com colarinho e uma gravata borboleta preta, a qual guardo ate hoje como recordação.
Aos oito anos, depois de freqüentar por um ano o catecismo, que nos era ensinado pelo nosso avô Antonio Benedito Paro, fiz minha primeira comunhão na igreja Nossa Senhora Aparecida do Monte Belo, celebrada pelo Padre Padre Pio, depois substituído pelo Cônego Plácido.
NoMonte Belo, trabalhei bastante: ajudava na ordenha das vacas, levava o leite até onde o leiteiro passava para apanhá-lo, ajudava na roça e em todos os serviços onde meu pai trabalhava. Também ajudava minha mãe a capinar o quintal e a cuidar da horta, alem de ajudá-la a cuidar das galinhas e pintinhos, que a gente tinha muito. Eu gostava muito de pescar e pegávamos muito peixe no ribeirão, que era próximo à nossa casa.
Durante a semana, à tarde, após terminar o trabalho, ia ate a casa do nosso vizinho, Antonio de Souza, brincar com seus filhos, José de Souza e João de Souza e jogar bola até o anoitecer. Aos sábados à tarde e aos domingos ia até a colônia próxima a nossa casa, do nosso primo João Henrique Paro, jogar bola com a meninada, incluindo o Cláudio Paro e seu irmão Claudemir Paro, João Batista Pegorare, Alcides dos Santos, José Carlos Fiorelli e João dos Santos. E no Monte Bello, com o Paulo Roberto Paro, Antonio José Paro, Jair Paro, Luiz Antonio Paro Junior, Antonio José Alves Costa, Antonio Celso do Nascimento Paro, Izaias do Nascimento Paro, todos meus primos e ainda os amigos João Soares Antonio Pires de Oliveira, José de Oliveira, Nestor de Oliveira e outros. Íamos nadar no córrego que ficava no sitio do Policarpo Paro. Eu fazia parte do time Segundinho e, aos domingos, quando havia jogo, jogávamos no campo de futebol.
Quando tinha uns quinze anos, na época da colheita de algodão, meu pai emprestava-me sua bicicleta e eu ia até a fazenda Figueira, na lavoura do Fernandes Damascena, ou na fazenda São Brás do Ismael Martins, ou na lavoura do Agenor Damascena para apanhar algodão. Com o dinheiro ganho, consegui comprar meu primeiro relógio Lanco, que comprei do Claudemir Paro e minha primeira bicicleta Monark, marrom, que comprei do João de Souza
Aos dezessete anos, juntamente com outros moços da região, íamos aos bailes aos sábados e, aos domingos à noite, nos reuníamos na igreja do Monte Bello para rezar também para conversar e até mesmo namorar após o terço.
Eu tinha dois amigos da Coudelaria Paulista, o Paulo Capri e o Renato. Os dois tinham lambretas e a gente saía muito aos domingos durante o dia, para ir às matinês do cinema em Colina e, algumas vezes nos sábados à noite, a gente ia a bailes na região.
No inicio de 1965, meu pai e seu sócio, meu tio Verginio (Gino) Tonus, compraram um bar e mercearia, instalado no prédio do nosso tio Antonio Tonus, em Colina, esquina da Rua 13 de Maio com Rua Alfredo Simões de Campos F°. Morávamos no mesmo prédio e eu trabalhava no bar. Em agosto deste mesmo ano, meu pai comprou um terreno próximo à casa da tia Claudia e, com o material de uma casa demolida no sitio onde morávamos, ele construiu a casa em Colina, onde moramos até 22/abril/1966, quando viemos morar em Americana, numa casa que compramos na Rua dos Salgueiros, 433, onde morei até me casar.
Casei-me com Rosalina Fonseca Tonus (nascida em 15 de Outubro de 1948, em Torrinha), no dia 04/11/67 e tivemos quatro filhos: o primeiro, Vanderson Messias Tonus, nasceu em 08 de Maio de 1968, no Hospital São Francisco, de Americana, a 1:00 h da manhã e o médico que acompanhou minha esposa durante a gestação foi o Dr.Wantuildes Lobo. O segundo filho, Vander Wuilsom, nasceu as 13:30 h de 28 de Maio de 1969, também no Hospital São Francisco de Americana e o mesmo médico acompanhou a Rosalina durante a gestação. A terceira filha, Rosana Aparecida Tonus, nasceu às 9:00 h de 5 de Fevereiro de 1971, na Clínica São Lucas, em Americana e ficou internada nos primeiros cinco dias de vida, devido a complicações de saúde e o médico que acompanhou durante a gestação foi o Dr. Fioravante, mas faleceu em 13 de abril do mesmo ano. A quarta filha, Vanize, nasceu as 8:00 h do dia 07 de abril de 1975, mesmo dia do aniversário de seu avô, Guerino Tônus, meu pai. O médico que acompanhou minha esposa durante a gestação foi o Dr. Omar.
Hoje temos Três filhos casados e nove netos maravilhosos...Apesar de muita luta, somos muito felizes, GRAÇAS A DEUS.