segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O Colinense e O Colinense Digitalizado

“O COLINENSE” de 1928 a 1974 está digitalizado

A tecnologia é uma ferramenta indispensável para facilitar o dia-a-dia das pessoas e uma aliada preciosa quando usada nas pesquisas. Quem já não precisou procurar alguma matéria no jornal para um trabalho escolar?
A internet representou um avanço já que com um simples toque podemos ter o mundo na tela do computador. Agora essa facilidade pode transpor décadas e chegar até o ano de 1928, onde podemos consultar as edições digitalizadas do Jornal “O COLINENSE”.
A digitalização de “O COLINENSE” faz parte de um trabalho da Secretaria Municipal de Educação e Cultura para resgatar a história da cidade que desde 1918 é registrada e contada pelo “O COLINENSE”, um dos veículos de comunicação mais antigos do interior paulista que ainda está em circulação. O jornal completa neste ano 93 anos de história.
“O tempo estava comprometendo os exemplares que faziam parte do acervo do Museu Municipal e a digitalização era a única forma de não perder esses jornais e de resgatar a história da cidade”, explicou a secretária Elizabete Milani Neme, que ressaltou: “os historiadores são unânimes em afirmar que o jornal local é uma fonte inesgotável de pesquisa e que uma cidade sem jornal é um corpo sem alma”.
Os exemplares de 1928 a 1945 e de 1946 a 1974 foram encaminhados para o CEDAPH – Centro de Documentação e Apoio à Pesquisa Histórica da UNESP – Campus de Franca que com equipamentos modernos e de última geração fez a digitalização do material.
Os exemplares digitais estão em dois CDs. A intenção da Secretaria é disponibilizar o conteúdo já que a história de Colina é de domínio público. Para fazer a pesquisa digital de “O COLINENSE” os interessados devem entrar em contato com a Secretaria de Educação.

O registro da história da cidade agora digitalizado.
Publicado no O Colinense -
“O COLINENSE” de 1928 a 1974 está digitalizado! E o acesso é através do site da Prefeitura, Secretaria da Educação e Cultura, no link Cultura, ou clique aqui. Tem muita história lá...
Parabéns pela iniciativa. 
Lá tem também o jornal O Ascensor, de 15/janeiro/1959 e
o jornal A Cidade, de janeiro/1935 e janeiro/1936.

Nota de um colaborador assíduo:
Antonio Sergio Torquato - 23 de maio de 2011 20:26
Assunto: Prova de Colinense.
Boa noite!
Se você entrar no Colinense Digitalizado e olhar os jornais de 1950 até 1954 (não tem todos) vai ver que o Diretor é José Torquato e o Redator, depois Diretor, Oswaldo Torquato, são meus tios, irmãos do meu pai. O Oswaldo ainda é vivo, com quase oitenta anos, e mora em Campinas. Meu irmão mais velho limpava os tipos de impressão com menos de 10 anos.

Nota: nem todos os exemplares estão disponíveis. Estão faltando muitos...



 Cemitério entra na era digital
Informatizar os dados de todas as sepulturas para que as informações estejam disponíveis em tempo real, este é o objetivo da prefeitura com o cadastramento de todos os túmulos do cemitério. O Colinense, 09/junho/2011




 Cavalgada da Onça visitou sede da fazenda: (O Colinense)
O Club Hípico de Colina realizou na manhã do dia 7 de Setembro a “Cavalgada da Onça” com a participação de diversos colinenses e visitantes que partiram do clube até a Fazenda da Onça. A sede foi aberta, exclusivamente, para a visitação por ocasião do evento e os participantes se encantaram com a beleza do casarão construído há cerca de 120 anos. Na ocasião Carlos Olyntho Junqueira Franco, “Lôlô” prestou homenagem ao fundador da fazenda, João Francisco Junqueira Franco “João da Onça”. Ele também contou fatos históricos da fazenda. Entre outros fatos importantes, lá nasceram os 14 filhos de Dona Inácia Junqueira de Toledo, que dá nome a nossa praça matriz. Além disso, todos foram carinhosamente recepcionados pelos atuais proprietários da fazenda: Sra. Hilda Paula Junqueira Pinto e os filhos José Arthur “Tutu”, Cecília Helena “Tuca” e a neta Ana Keli.

 CIDADÃO BARRETENSE – O escritor Augusto Cury recebe os cumprimentos de Napoleão Jorge, que foi um dos colinenses presentes à sessão solene da Câmara de Barretos, dia 31, que lhe conferiu o título de “Cidadão Honorário de Barretos”.
O Colinense, 9/junho/2011





Antonio Sérgio Torquato nos enviou esta descrição da antiga impresssora e de como O Colinense era impresso:

Assim era a realidade dos tempos antigos. Nas fazendas, nas roças, nas oficinas e ainda tinha que ir para a escola longe. Os livros não falam!

 "O Colinense"... se não me engano era uma impressora tipo platina (formato 40x60 cm +/- ), penso que o nome era "Diamante", procedência Italiana, os rolos de tinta eram de massa e, nos dias frios, se colocava um chumaço de estopa com querosene para queimar em baixo da "platina" (parte da máquina onde se distribuia a tinta). Uma superficie plano-inclinado que no centro tem uma área lisa circular que vai mudando de posição a cada "batida" (impressão), a sala ficava cheia de fumaça e eu com uma bela dor de cabeça. O papel jornal era cortado ao meio (48x66 cm) e dobrado ao meio (33x48 cm), imprimia-se os lados de fora (pags. 2 e 3), desdobrava-se e imprimia-se a ultima página (sempre no sabado de manhã, quando possível, quando não se tinha matéria buscava-se: aniversariantes, copiava-se poemas, fofocas, casamentos etc. (menos política e religião), só não podia ter "buracos" (colunas vazias). A primeira página imprimia-se por ultimo, nos minutos finais do dia e muitas vezes nos primeiros minutos do domingo. A pressão era forte, não tinha matéria, fazia-se chamadas dos textos internos em letras pretas (garrafais), entrelinhava-se as colunas, a prefeitura sempre ajudava mandando as notícias da semana, fotografias quase não se usava pois os clichês de zinco vinham de lonje e demoravam até treis dias ou mais para chegar de trem ou correio. Alias o noticiário era fornecido pela "Santos & Santos Editores" enviados pelo correio, chegava as terças-feiras, sempre à tarde, o jornal era distribuido sempre aos domingos às 7 horas... eu tinha 8 anos, em cima de uma caixa de madeira com um componedor a mão para alcançar a bolandeira... 1959/1960 aprendis de tipografia... -
Luiz Antonio Torquato (59) - 22/agosto/2011

 Vagner Meira Cotrim pesquisou
nO Colinense digitalizado
edição de 21/abril/1968:

 Programa da festa de emancipação política de Colina
21/abril/1926, publicado nO Colinense de 21/abril/1968

 Escola de Emergência Fazenda Estiva, inaugurada em 1962, que foi renomeada como Grupo Escolar Benedito Paro em homenagem ao pai dos doadores do terreno

 Escola Mista da Fazenda Retiro

 Grupo Escolar José Venâncio

 Hospital José Venâncio

 EscolaTecnica de Comércio

 Forum


 Praça Fernando Vianna recém inaugurada na época (1968),
moderna e com fonte luminosa

 teatro colinense, 1934, da esquerda para a direita: Duilio Augusto, Julio Venturini, Eduardo Maia, Carlos Albregardi e Jose Marques de Oliveira
 Carnaval 1932 conjunto formado por Eugenio Donini, Sebastião Donini, Pelegrino Matarazzo, José Leite do Nascimento, Olimpio Aleixo, Amadeu Nascimento e Limirio

 Movimento Constitucionalista de 1932, na foto: Antonio Lopes, Joaquim Marini, Bernardino Pereira, João Pé de Pato, João Sampaio, Oscar B da Silva, Olimpio Aleixo,Quidinho, Amadeu Nascimento e Jurandir Oliveira

 Vista Aérea 42° Aniversário de Colina - 1968


 Colina Atlético 1967
em pé: Baita Nelson, Nenzo, Carlinhos, Pedrão e Sidney
agachados: Garrincha, Zé Quadros, Luiz, Renato e Peteca
Colina Atlético Campeão Amador 1955
em pé da esquerda para direita: Japão, Zezo, Aimar, Benedito, Donato, Pianoski e Nardinho
agachados: Deó, Parola, Mauricio, Osvaldinho, Nata e Moacir Augusto
 
O COLINENSE: história de Colina
- edição de 21/abril/1973, de José Fernandes
O mesmo texto aparece tanto no livro do Nicola: Uma Inesquecível Viagem... como no da D. Syria Drubi: Colina, Capital... e em sites da Internet...
- edição de 18/abril/2002
José Roberto Fernandes (Quita) foi diretor dO Colinense (1969):


Colina começou a comemorar os aniversários de sua emancipação político - administrativa na administração de João Paro, na década de 60. Anteriormente, as maiores festividades realizadas na cidade eram em ocasião de 9 de julho, relembrando a participação de Colina na Revolução de 32, a chamada Revolução Constitucionalista.
Nos anos anteriores a emancipação, em 1926, o que a história registra é uma verdadeira luta de desbravamento promovida pelas primeiras famílias que aquí chegaram no final do século XIX. Por volta de 1900, a Companhia Paulista de Estradas de Ferro, que já estendera seus trilhos até Bebedouro, dependia de verba para aquisição do leito ferroviário ao longo do trecho Bebedouro - Barretos.
José Venâncio Dias, proprietário de uma fazenda aqui localizada, de nome "Colina", que tinha terras extensas cobertas por matas, se apressou e foi à Campinas oferecer gratuitamente a faixa de terras que fosse necessária. Diante da oferta um dos diretores perguntou: "O que espera o coronel ganhar com esta doação ? José Venâncio respondeu: "Desejo ouvir o apito de um trem, anúncio sonoro de um progresso para toda a nossa região".
O negócio foi fechado e a terra foi doada. Cinco anos depois o coronel, sentado à varanda de sua fazenda, ouvia apitar o primeiro trem com destino a Barretos.

A FUNDAÇÃO DE COLINA
José Venâncio Dias, Luciano de Mello Nogueira e Antônio Junqueira Franco são apontados como os principais responsáveis pela fundação da cidade, porque estiveram sempre à testa das realizações e conquistas.
É de justiça, porém, acrescentar a estes os nomes dos proprietários das demais fazendas vizinhas, do Turvo, Onça, Consulta, Retirinho, Cava, etc., a quem coube prestigiar, com seu apoio e confiança, as decisões dos três primeiros, que afinal eram eles todos ligados a uma única família.

AS TERRAS
Todas as fazendas, que se estendiam por toda a região, pertenciam ao Município de Barretos. A Fazenda Collina, constava de três partes: Baixada (atual centro da cidade), Baixadinha (parte da Pedreira, Cohab 2, Cemitério e fundos) e Cabaças (hoje Estação Experimental de Zootecnia).
José Venâncio loteou o retângulo compreendido entre as Avenidas 15 de Novembro (hoje rua Antônio Paulo de Miranda), a Rua 13 de Maio e Barão do Rio Branco (Av. Antenor Junqueira Franco) a Av. Conselheiro Antônio Prado (Moacir Vizzoto). Os lotes, demarcados por João Massarela, ex-engenheiro da Paulista, foram vendidos pelo corretor Teodorico, a preços acessíveis e condições facilitadas.

O CRESCIMENTO
O arraial foi nascendo com sua zona residencial na parte alta, e na parte baixa a área comercial. Antônio Junqueira Franco fundou uma Casa Bancária. Em dez anos, a área do ramal estava desbravada e vastas áreas de café foram surgindo por toda parte.
A primeira casa de Colina foi efetivamente a de José Fabri, que veio a cidade em 1903. Ela ficava na atual esquina da Av. Dr. Manoel P. Fernandes com a Rua 13 de Maio, servindo de pouso para carreiros, tropeiros, medeireiros e outros viajantes. Teodorico, o corretor, construiu a segunda, seguida pelos barracões de zinco e casas de tijolos.

AS BENFEITORIAS
Altivo Gonçalves de Araújo (Tivico) e sua irmã Natividade Arantes (Dadade) fundaram a primeira escola primária; posteriormente Altivo ainda foi agente do Correio e escrivão da Coletoria Estadual.
Funzinato Bertazzi abriu a "Pharmácia Santa Izabel", que atraiu a vinda de médicos como Lara, Colombo, Moura Pinto, Barcellos e Lamounier de Andrade. Em seguida foram os gabinetes dentários de Abrahão Neto e José Calazans de Moraes, que se instalaram. Estes ainda foram delegados de polícia.
As primeiras casas comerciais situavam-se nas avenidas Ângelo Martins Tristão e 7 de Setembro, tendo como proprietários Antônio de Almeida, Hermirio Magalhães, Antônio Nogueira da Silva e Durval Nogueira.

A EMANCIPAÇÃO
Em 1917, os líderes locais, que pertenciam ao então Partido Republicano Paulista conseguiram a aprovação da Lei n.º 1572, em São Paulo, passando o Patrimônio de Collina para a categoria de Distrito, instalado em 19 de abril de 1918.
O ideal da emancipação já fervilhava entre os moradores e o Partido decidiu fundar um jornal semanário, que recebeu o nome de "O COLLINENSE", com a finalidade de difundir o ideal e lutar pelos interesses da comunidade, em 18 de agosto de 1918.
A vitória foi obtida em 1925, caracterizando-se pela Lei Estadual n.º 2.096, de 24 de dezembro e a instalação oficial do Município de Collina deu-se a 21 de abril de 1926, tendo o primeiro prefeito, Antônio "Nico" Junqueira Franco, tomado posse dois dias depois.
Essa breve história, com certeza, deixou de citar alguns nomes que foram importantes para todo o processo de fundação da cidade. Vale lembrar que outras pessoas também participaram da história do município, como os engenheiros da Paulista que apostaram na cidade, os trabalhadores que investiram no café e outras culturas e aqueles que nunca terão seus nomes registrados, porém participaram substancialmente do desbravamento deste chão.

EXTRAÍDO DO JORNAL
O COLINENSE – 18/04/2002
Origem do NomeAs colinas que cercam a área de terra que foi doada pelo fundador da cidade Cel. José Venâncio e que formavam a Fazenda Colina.Santo PadroeiroSão José - 19 de Março


Datas Históricas mais importantes
21/04 - Fundação
Julho - Festa do CavaloOutras informações complementaresA Festa do Cavalo é realizada anualmente durante o mês de julho, no Recinto de Exposições Mario de Felício. É um evento que atrai turistas de todo o Brasil, cavalheiros e ginetes de renome nacional e internacionai para as competições hípicas que aqui acontecem.