domingo, 2 de fevereiro de 2014

Colinense é o novo presidente da MasterCard Brasil (João Pedro Paro Neto)

João Pedro Paro é o novo presidente nacional da MasterCard. 

O colinense João Pedro Paro Neto, 54 anos, foi promovido ao cargo de presidente da MasterCard Brasil no último dia 2.
João Pedro, que é filho do saudoso cirurgião-dentista João Ademar Paro e da professora Leila Abdalla Paro, tem 25 anos de experiência no setor financeiro e está na MasterCard desde 2008, onde ocupava o cargo de vice-presidente comercial. Antes ele esteve por 9 anos no Itaú e também passou pelo Citibank e ABN Amro Bank.
Ele deixou Colina ainda jovem quando ingressou na Escola Politécnica da USP para cursar Engenharia Mecânica e depois fez especialização na Universidade da Pensilvânia. Mesmo com os inúmeros compromissos profissionais, João Pedro vem à cidade com frequência para visitar os familiares e cuidar dos negócios na área rural.
A reportagem está tentando viabilizar uma entrevista com o novo presidente da MasterCard Brasil.
Postado em 06/09/2013
Por: A Redação de O Colinense




“Nosso desafio é fazer com que as pessoas usem, cada vez mais, os meios eletrônicos”, diz João Pedro 

Os cartões eletrônicos são os meios mais seguros, eficientes e rápidos de transação comercial em todo mundo”, esta afirmação é do presidente nacional da MasterCard Brasil, o colinense João Pedro Paro Neto (foto), 54 anos, que concedeu entrevista exclusiva à reportagem na tarde do último dia 7, quando esteve em Colina. 
João Pedro foi promovido ao cargo de presidente nacional da empresa no último dia 2. Ele ingressou na companhia em dezembro de 2007 e anteriormente era vice-presidente comercial. Antes, porém, o engenheiro mecânico, formado pela Politécnica da USP e com diversas especializações nos EUA, já havia passado pelo Itaú, Citibank, Bovista Interatlântico, ABN Amro Bank e Tokio Marine. 
Segundo João Pedro, conquistar o posto de presidente da MasterCard não foi uma surpresa e sim uma meta. “Era um objetivo, uma meta clara onde você trabalha para conquistar esta posição. Você tem que estar preparado e pronto. Não depende apenas de mim ou de meu chefe. Representamos os acionistas da empresa e são eles que definem e também cobram um maior crescimento o que aumenta, ainda mais, o nível de responsabilidade”, explicou o executivo. 
O presidente revelou que uma transação da MasterCard acontece 3 vezes mais rápida que um piscar de olhos. A empresa, que está presente em 216 países, em mais de 36 milhões de estabelecimentos comerciais e reúne mais de 2 bilhões de usuários, quer fazer com que as pessoas usem, cada vez mais, os meios eletrônicos como forma de pagamento. 
“A gente faz de tudo para ‘acabar’ com o papel moeda, com o dinheiro. Quanto mais usar o meio eletrônico, melhor para o desenvolvimento do nosso negócio”, destacou Paro. 

MAIOR DESAFIO 
Ele também contou que o cartão eletrônico ou o dinheiro de plástico, como é apelidado, chegou ao Brasil no final da década de 60. Em meados dos anos 90, menos de 8% usava este meio eletrônico para pagamento e hoje este percentual subiu para 30%. 
“Estamos avançando e queremos chegar perto dos 100%, este é nosso maior desafio”, ressaltou João Pedro que ainda revelou o Brasil é o 2º maior mercado mundial de meios de pagamento, perdendo apenas para os Estados Unidos. 

SURPRESAS À VISTA 
Indagado se a MasterCard tem alguma novidade para a Copa do Mundo e Olimpíadas, que acontecerão no Brasil, o executivo faz mistério e apenas disse “que tem muitas surpresas por vir”. 
“Estamos preparados para oferecer conveniência aos turistas e brasileiros que estiverem se movimentando nos espetáculos. Esta é nossa preocupação”, disse. 

DOS BANCOS DA “VENÂNCIO” E “LAMOUNIER” PARA A PRESIDÊNCIA DA MASTERCARD 
O filho primogênito do casal João Ademar Paro/Leila recorda com saudades da infância e adolescência em Colina. 
“Meu primeiro ano de grupo foi na escola da Fazenda do Governo, minha mãe ia lecionar e com pouco mais de 5 anos eu estava lá aprendendo. A sala era mista, onde cada fileira era de uma classe. Depois passei pelo ‘Venâncio’, ‘Lamounier’ e fiz o 1º e 2º colegial no Estadão, em Barretos. No ano seguinte participei do intercâmbio do Rotary, ficando um ano nos Estados Unidos. Foi uma experiência muito valiosa, inclusive mantendo contato com a família que me hospedou até hoje. Depois fiz cursinho em São Paulo e então realizei um sonho, que era estudar na Poli”, relembrou João Pedro que depois fez diversas especializações no país norte-americano. 
O que engenharia mecânica tem haver com o setor financeiro? 
“Sempre soube o que queria. Entrei na Poli já com objetivo de trabalhar em banco. A engenharia é dinâmica, abre a cabeça e te dá a possibilidade de ser um técnico ou um executivo, optei pelo segundo, sempre foi minha meta”. 
Indagado sobre uma dica para investimento, ele responde com outra pergunta: O que você pretende fazer com o dinheiro a ser investido? “Primeiro é preciso saber qual o objetivo e então encontrar a opção mais adequada neste amplo mercado de investimento”. 
Já o João Pedro, nascido em Colina, que tem uma grande ligação com a terra, investe, juntamente com a família, na agricultura. “Nunca perdi o vínculo com Colina, a gente gosta deste mundo agrícola, além de existir um forte componente emocional”.
João Pedro vem a Colina com frequência e no final de semana passado teve um motivo especial, que foi o aniversário da mãe Leila Abdalla Paro, ocorrido dia 6.

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