sábado, 12 de dezembro de 2015

Corte de jatobázeiro gera polêmica



Corte de jatobá gera polêmica nas redes sociais
de O Colinense:

O corte de árvores sempre gera muita polêmica e foi o que aconteceu na última sexta-feira, quando as imagens do jatobá cortado na Alameda 6, da Nova Colina, foram postadas nas redes sociais
A árvore tombada gerou um protesto virtual que acabou até com a vinda da EPTV, que gravou matéria no local com os moradores.

Reportagem da EPTV - é só clicar no link




A reportagem também esteve no local e registrou a indignação dos moradores, como do lavrador Arnaldo Rodrigues, de 74 anos, que mora na Nova Colina há quarenta anos. Ele disse que não estava em casa quando o corte aconteceu e quando chegou o jatobá já estava no chão. “Senti uma profunda tristeza que se transformou em lágrimas, não só minha, mas dos vizinhos também. Quando mudei para cá a árvore já existia e durante quatro décadas sempre fez parte da paisagem, servindo de sombra, contribuindo para refrescar o ambiente e de morada para os pássaros. Agora, sem ela, não sei... parece que tudo ficou diferente, mais triste e sem brilho”, desabafou o morador.

O secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Jaci Salim Paro, disse que o jatobá estava no caminho de uma galeria que será construída no local e irá atender o Parque Morumbi e o Jardim Nova Colina. “A compensação foi feita com o plantio de cinco árvores, que já estão formadas, em outro local. Essa compensação consta no processo e já foi executada pela prefeitura”, explicou Paro. A madeira do jatobá será usada em serviços urbanos e até disponibilizada no reparo de pontes.









O antes e o depois


O professor Renato Molleiro indignou-se com o corte do jatobá e a aula na sexta-feira, dos alunos do 1º A e 1º Bda EE “Prof. Darcy Silveira Vaz”, foi realizada no local do corte, com a árvore que ainda não tinha sido retirada.“Fomos caminhando até lá para ver de perto o que aconteceu. Estes exemplos estão na contramão do que ensinamos. Ao invés de plantarmos estamos decepando as árvores, que são muito importantes ao ambiente e que temos o dever de preservar”, contou Renato que com uma trena mediu as dimensões da árvore, que tinha 1,38 m de diâmetro, 3,80 m de perímetro e 0,97 m de cerne (parte interna do tronco).



















O Professor Renato Molleiro salvou duas mudas do velho jatobá para serem replantadas... nem tudo está perdido... 

 

 

 

 

O Curso de Turismo Rural prestou uma última homenagem ao velho jatobazeiro na sua reunião anual, colocando em cada uma das mesas um jatobá "in memorian"


Por Leandro Rosa:

A árvore da minha infância. O Jatobazeiro centenário, no “pseudo” distrito industrial em Colina-SP, está no chão.
Sr. Secretário Municipal do Meio Ambiente, Jaci Salim Paro, qual a explicação para o corte de uma árvore visivelmente tão saudável?
Minha avó Amélia, de 85 anos, chorou como uma criança. Mora em frente ao local e sempre plantou flores ao redor da árvore. É lamentável.


Diria que falta formação em GESTÃO, pois o problema é mais basilar. A prefeitura vai contra as discussões atuais sobre qualidade de vida e urbanização. Os moradores do entorno, que são impactados mais diretamente, nem foram consultados. Falta gestão participativa, gestão ambiental, planejemento, enfim; falta o velho bom senso.

Prof. Renato Molleiro:
Será que em Colina existe alguém responsável pelo Setor de Planejamento? Se existe, precisa ser encaminhado com urgência a uma universidade para se reciclar e incorporar conceitos de sustentabilidade. Que vá junto o Prefeito e o Secretário do Meio Ambiente. Temos assistido algumas atitudes violentas por parte do poder público municipal relacionadas à vegetação urbana, mas hoje, através do face vim a saber de mais esta que, ao meu ver, se constitui um crime ambiental monumental. Fui "ver com meus próprios olhos" e fiquei desiludido com tamanho desprezo. Uma árvore frondosa que, embora tivesse um galho um pouco comprometido, toda estrutura resistiria à um tsunami : 1,38 metros de diâmetro, 0,97 metro de cerne e 3,80 metros de perímetro. Violentada, decepada, tombada... Poderiam e deveriam ter TOMBADO a árvore como Patriônio Biológico de nossa cidade. O setor de Planejamento Urbanístico poderia e deveria ter projetado uma praça naquele local, tendo a Árvore ao centro. Poderíamos levar as nossas crianças lá para lhes mostrar como eram as árvores de nossas florestas... Árvores das chamadas Madeira de Lei que no passado, como este Jatoba, cobriam estas paragens. Infelizmente, tombaram, deceparam, derrubaram a árvore. Amanhã de manhã, farei um desafio aos meus alunos do Ensino Médio. Elaborar um Projeto Popular para dar entrada na Câmara Municipal de Colina com urgência... Um Projeto Popular que estabeleça que o Pé de Jatobá localizado nas proximidades da Escola Lamounier de Andrade e Hospital José Venancio Dias, remanescente de toda esta devastação, seja TOMBADO como PATRIMÔNIO BIOLÓGICO do povo colinense e preservado como MONUMENTO VIVO antes que também venha a ser decepado