quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A Ferrovia, a estação, o trem...


Esta foto é anterior a 1929 - bitola estreita (1 m). Entre 1929 e 1930 a bitola foi mudada para bitola larga 

 1974 (fotos enviadas por Marlene Paro Caponi)

 1974 - a frente da Estação




quadros do artista colinense Eduardinho



Cia. Paulista de Estradas de Ferro (1909-1971)
FEPASA (1971-1998)

A linha-tronco da Cia. Paulista foi aberta em seu primeiro trecho, Jundiaí-Campinas, em 1872 e chegou a Bebedouro 30 anos depois, em 1902. Colina, que era um pouso de tropeiros entre Barretos e Bebedouro, teve a estação inaugurada em 25/maio/1909, no mesmo dia que a estação de Barretos, ainda em bitola estreita ou métrica. Em março/1998 a estação deixou de receber trens de passageiros. Atualmente, abriga o Museu Municipal. Ainda passam cargueiros por ali...
José Venâncio Dias doou a faixa de terras necessária à construção do trecho que passava por Colina à Companhia Paulista de Estradas de Ferro (que já estendera seus trilhos até Bebedouro e dependia de verba para aquisição do leito ferroviário para estender o trecho até Barretos) 
http://www.estacoesferroviarias.com.br/p/perobal.htm


1918 - o trem P-1, do tronco entre Rio Claro/Barretos

Casas da vila ferroviária. Ao fundo, a estação (1918).
Álbum de 50 anos da Paulista
as mesma casas de 1918, mas em 29/12/1999. Compare.
Foto Ralph M. Giesbrecht


mapa de Colina, com a estação e o pátio, em maio de 1939
(Acervo do Instituo Geográfico e Cartográfico de São Paulo)
A bitola larga chegou a Bebedouro em 1929 e a Colômbia, no Rio Grande, em 1930, onde estacionou. Nicola Gonçalves conta em seu livro Uma Inesquecível Viagem de Trem e Outras Histórias Colinenses (pag. 6) que seu pai trabalhou no "avanço da larga" (entre 1922/1926), o alargamento da estrada de ferro entre Rincão e Colômbia

o trem está deixando a estação de Colina e a foto foi tirada da antiga Estrada Boiadeira, um pouco antes de chegar ao cemitério. Este era o trem que saía de Colina para São Paulo às 10:40. Os esclarecimentos são de Antonio Sérgio Torquato (que estava neste trem) e a foto é de autoria de Luiz Antonio Torquato.





distância de São Paulo: 428.106 km
altitude: 588.988 m acima do nível do mar

a fachada da estação:

1956


1963



 Carros de praça no pátio em frente à estação



2011






atualmente, Museu Municipal de Colina

entrada do Museu


A velha estação de trem de Colina, em toda a sua glória! 
Panorama linear resultado da colagem de 12 fotos tomadas em intervalos regulares ao longo da linha férrea. Montagem realizada no Hugin e ajustada no GIMP. ( Waldeck Schützer)



 Vistas da entrada do Museu



detalhes da Estação:








No Museu Municipal de Colina está o antigo telégrafo da Estação

A plataforma de embarque e os armazéns:

A plataforma da Estação ainda quando havia movimento de trens




























A vila ferroviária:




















Funcionários da Ferrovia:

segundo da esquerda para a direita: Lemírio Vieira de Souza
terceiro: José Luiz Falcoski
 último: José Luiz (Paula)
Falcoski, marido da Sônia Camolesi



 da esquerda para a direita: José Vieira Machado, ?,
Fausto Vulcani e Artur de Almeida
  
 A foto foi tirada em 1972. Da esquerda para direita: Pedro Marques Beato, Artur de Almeida, Izidoro Casagrande e José Vieira Machado Filho. Enviada por Sônia Mara Beato de Oliveira


A ferrovia atravessando a cidade:


por Renata Daher (próximo á Av. Mocir Vizoto com 7 de setembro)










A partir de 1927, e até cerca de 1940, saía de Colina um ramal particular, pertencente a Antonio Junqueira Franco e Italo Morelli, que seguia por 24 km, em bitola métrica, para Jaborandi, até a fazenda Brumado, para trazer lenha. Este ramal era operado pela Paulista com apenas uma locomotiva e um único maquinista durante todos os anos de operação.
(Fonte: Museu de Colina e Relatório no.3, Secretaria de Estado dos Negócios da Viação e Obras Públicas do E. S. Paulo, 1929)
De acordo com o livro Colina, Capital Nacional do Cavalo, da D. Syria Drubi (pag. 591), era o ramal da Fodoca e trabalhavam, junto com José Camolese, Adão Cardoso, na troca de dormentes e Carlos Gonçalves como foguista.   


 Maquinista: José Camolese


Meus avós José Camolese e Tereza Paro Camolese, imigrantes italianos. Ele nasceu em Treviso, foi o primeiro maquinista da Maria Fumaça de Colina. Esta foto com seus filhos foi tirada em sua casa na Avenida Expedicionário Roberto Marcondes, que atualmente é a Oficina Irmãos Camolese, do Hélio Camolese. Acho que esta foto foi tirada na década de 30. 
Milena Camolese Prado: Em pé: Estéfano, Nica (Elvira), Silvio (Nico), Bernardino (Gino), Fioravante (Fiori) e Arnécio (Décio). 
Sentados: Osvaldo (Butim), Tereza e José, Clarice (Nina). 

Carlos Gonçalves, foguista

e Adão Cardoso na troca de dormentes

Ainda no município de Colina havia duas outras estações:
Palmar e Perobal


 A estação de Palmar foi aberta em 1912. Perto dela havia um campo de palmeiras, de onde derivou o nome da estação. A estação foi desativada em março de 1967 e o prédio foi demolido antes de 1986.
de acordo com a legenda original da fotografia de 1918, "desvios para embarque de gado e carregamento de madeiras". À esquerda, ao fundo, a estação de Palmar (Foto Filemon Peres).
ABAIXO: Ainda ficou nos restos da plataforma da estação demolida a placa com seu nome. Ao fundo, casas da vila ferroviária sobrevivem em meio à desolação (Foto Carlos Ronaldo Lopes, maio de 2008).







A estação de Perobal foi inaugurada em 1926, às vésperas do alargamento de bitola naquele trecho da linha. Foi demolida antes de 1986. Não encontramos fotografias disponíveis.
http://www.estacoesferroviarias.com.br/
Segundo Nicola Gonçalves em seu livro Uma Inesquecível Viagem de Trem de Ferro e Outras Histórias Colinenses, pag. 8, o nome da estação derivou de uma grande mata de perobas, desmatada em 1920 pelos madeireiros vindos de São Carlos, da Serraria Santa Rosa, à época a maior do Estado.

"De Colina, eu me lembro que, em fevereiro de 1953, quando fiz minha primeira viagem num Trem R (azul) para Barretos, já à noite, o guarda do carro que conversava comigo me disse que, uma semana antes, um bêbado, de dentro de um boteco próximo à estação, atirou no trem. A bala atravessou de uma janela à outra de um carro de 1ª classe, felizmente já vazio naquele ponta do trecho. (Histórias da Companhia Paulista que não foram contadas..."  - Leonardo Bloomfield, 01/2008)



A autoria das fotos está em cada uma delas. Agradecemos a todos os que colaboraram com esta postagem...