quarta-feira, 7 de março de 2012

Colina: dos seringais, da laranja, da cana, da indústria e do cavalo


Revista Agronegócio - Ano 12 - n° 110 - maio/2011
Perfil: os municípios da nossa Região

Colina: dos seringais, da laranja, da cana, da indústria e do cavalo

O agronegócio é responsável por 80% do orçamento da cidade. Na agricultura a cana-de-açúcar, os seringais e os pomares de laranja formam a base da economia. São matérias primas das principais indústrias locais. Das três, a seringueira tem a história mais antiga na cidade. Colina foi berço da iniciativa do governo paulista de incentivar a produção de látex no Estado, em 1959. Hoje são quase 1.500 hectares em expansão. A falta de mudas impede o plantio de novas áreas. A indústria local produz o látex centrifugado e a borracha natural. A laranja teve grande expansão no início dos anos 80, quando foi instalada uma fábrica de suco que continua em plena atuação, apesar da queda do consumo mundial. O setor citrícola brasileiro se organiza para elevar o consumo de suco de laranja no mundo. A cana-de-açúcar, que chegou mais tarde, ocupa hoje a maior área agrícola e também é processada no município. Em 2003 a Usina São José, do Grupo Guarani, instalou ali sua fábrica de açúcar, e a partir do segundo semestre fabricará também o etanol, com a criação de, pelo menos, mais 400 empregos.
Mas a diversidade do agronegócio é ainda maior em Colina. Na agropecuária as frutas, as granjas e as gramas ocupam grande área. Dois importantes centros de armazenamento, sendo um da Coopertcitrus, fazem da cidade referência para toda região. Na industrialização existem frigoríficos e indústrias químicas. Um distrito industrial está sendo construído. A legislação permitiu a concessão de incentivos fiscais, para atrair novas empresas.
 A infra-estrutura da cidade está 100% em tratamento de água e esgoto; recolhimento e deposição de lixo, inclusive reciclável; iluminação pública e asfalto. Apenas na habitação houve uma pausa na construção de casas nos últimos 14 anos. Era preciso estruturar o crescimento para não apenas “inchar” a cidade, que ganhará em breve quase 500 unidades habitacionais, pelo CDHU e pelo Minha Casa, Minha Vida.
Na saúde, além de quatro unidades básicas; dois centros de especialidades, um médico e um odontológico; um centro de saúde e um pronto socorro que atendem às necessidades locais.
A educação tem recebido atenção especial. De cinco unidades escolares em 2001, passou para 12 em 2010. Foram contratados mais profissionais para a educação. Apesar de o número de estudantes atendidos pela rede ter aumentado, é menor o número de alunos por sala. O resultado foi um salto de 4,7 para 5,3 na nota do IDEB, maior que a média Estadual e Nacional. Os alunos podem frequentar aulas de artes em geral e equitação. A rede tem uma escola técnica agrícola municipal que funciona a partir do 5º ano. Um concorrido vestibulinho seleciona 70 alunos para estudar na ETAM, que ocupa 56 ha. No final do 9º ano um novo vestibulinho filtra 35 alunos para o ensino médio técnico. Ao término do curso os 8 melhores alunos têm bolsa de estudos garantida para estudar agronomia ou zootecnia.
Colina é conhecida como “Capital Nacional do Cavalo”. Além de criadores particulares, a Fazenda do Estado destina animais à Cavalaria 9 de Julho. A cidade é referência em hipismo e pólo, com equipes e jogadores conhecidos internacionalmente. A Festa do Cavalo, realizada sempre no mês de julho, atrai cerca de 50 mil pessoas em 5 dias, com competições de hipismo que atraem os melhores cavaleiros do país e shows que fazem a diversão do público.
Colina é a combinação perfeita do desenvolvimento econômico e social.



Revista Agronegócio Ano 12 - n° 110 - maio/2011
é uma publicação oficial, mensal, da Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto - ABAG/RP

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